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Congresso em Florianópolis: o que cerimonialistas vão debater em setembro

Congresso em Florianópolis: o que cerimonialistas vão debater em setembro

Equipe ivents·28 de maio de 2026·5 min de leitura
Congresso em Florianópolis: o que cerimonialistas vão debater em setembro

O mercado de cerimonial no Brasil vive um momento de profissionalização acelerada. Depois de anos sendo tratado como "bico elegante" ou extensão natural de quem gosta de organizar festas, o cerimonial de eventos — especialmente casamentos — consolidou-se como carreira com método, gestão e, sim, margem de lucro. É nesse contexto que Florianópolis recebe, em setembro, a terceira edição do Congresso Profissão Cerimonialista, organizado por Glenda Soliman.

O evento não é só mais um encontro de networking com coffee break e troca de cartões. A proposta é criar um espaço de formação continuada para quem já atua no setor e quer sair da estagnação. Segundo dados da Associação Brasileira de Eventos (ABRAFESTA), o mercado de casamentos movimentou cerca de R$ 17 bilhões em 2023, com crescimento de 12% em relação ao ano anterior. Cerimonialistas estão no centro dessa engrenagem — mas quantos realmente sabem precificar seus serviços ou escalar suas operações?

Essa é a pergunta que o congresso em Florianópolis quer ajudar a responder.

Por que um congresso só para cerimonialistas faz sentido agora

Durante muito tempo, cerimonialistas frequentavam feiras de noivas como expositores ou participavam de eventos genéricos de produção. Raramente tinham um espaço próprio para discutir as particularidades da profissão: a sazonalidade brutal, a gestão emocional de clientes ansiosos, a concorrência com "sobrinhas organizadas" que cobram R$ 500 pelo dia.

O Congresso Profissão Cerimonialista nasceu para preencher essa lacuna. A primeira edição aconteceu em formato híbrido, ainda com resquícios da pandemia. A segunda ganhou corpo presencial e trouxe nomes relevantes do mercado sul e sudeste. Agora, a terceira edição aposta em Florianópolis como polo estratégico.

A escolha não é acidental. Santa Catarina tem um dos mercados de destination wedding mais aquecidos do país. Balneário Camboriú, Jurerê, a própria capital — a região atrai casais de São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul dispostos a investir em cerimônias com vista para o mar. Segundo levantamento do portal Zankyou, 23% dos casamentos destination no Brasil em 2023 aconteceram no litoral catarinense.

Para cerimonialistas locais, isso significa oportunidade. Para quem vem de fora, o congresso funciona como porta de entrada para entender a dinâmica regional.

O que está na pauta: temas confirmados para setembro

Glenda Soliman, idealizadora do evento, antecipou alguns dos eixos temáticos que vão guiar as palestras e painéis. A programação completa ainda será divulgada, mas os pilares já estão definidos:

Precificação e posicionamento de mercado

Talvez o tema mais pedido por cerimonialistas em qualquer pesquisa de interesse. Como cobrar? Quanto vale uma assessoria completa versus uma coordenação de dia? O congresso deve trazer cases reais de profissionais que conseguiram reposicionar seus preços sem perder clientes — e, mais importante, sem entrar em guerra de preço com concorrentes.

Um dado que ilustra a urgência do tema: pesquisa da Wedbox (plataforma de gestão para casamentos) mostrou que 67% dos cerimonialistas brasileiros não reajustaram seus preços nos últimos dois anos, mesmo com inflação acumulada de 11% no período. O resultado é margem comprimida e burnout.

Gestão de equipe e terceirização inteligente

Cerimonialistas que trabalham solo têm um teto natural de faturamento. Para crescer, é preciso delegar — mas delegar mal pode destruir reputação construída em anos. O congresso vai abordar modelos de equipe enxuta, contratação de assistentes freelancers e como manter padrão de qualidade mesmo quando você não está em todos os eventos.

Tendências de cerimônia e recepção para 2025-2026

O que os casais estão pedindo? O que vão pedir nos próximos 18 meses? Aqui entram desde formatos de cerimônia (elopements continuam crescendo, mas casamentos de 150+ convidados voltaram com força) até detalhes operacionais como timeline de festa, gestão de fornecedores simultâneos e integração com tecnologia.

Networking estruturado: rodadas de negócio

Diferente de um happy hour informal, o congresso promete rodadas de negócio com fornecedores pré-selecionados. Decoradores, fotógrafos, buffets, locações — a ideia é que cerimonialistas saiam com pelo menos três novos contatos qualificados de parceiros regionais.

Quem deveria ir (e quem talvez devesse esperar)

Nem todo evento serve para todo mundo. O Congresso Profissão Cerimonialista tem um público-alvo claro: profissionais que já atuam no mercado e querem dar um salto de qualidade ou faturamento.

Se você está começando agora — fez um curso de formação há menos de seis meses, ainda não fechou seu décimo evento — talvez o congresso seja avançado demais. As discussões partem do pressuposto de que você já conhece a rotina, os perrengues e as alegrias da profissão. Não é um curso básico.

Por outro lado, se você está no mercado há três, cinco, dez anos e sente que estagnou — sempre os mesmos clientes, sempre a mesma faixa de preço, sempre a mesma exaustão —, o congresso pode ser o empurrão que faltava.

Alguns perfis que se beneficiam especialmente:

  • Cerimonialistas que querem expandir para destination wedding e não sabem como abordar o mercado catarinense
  • Profissionais do Sul e Sudeste que buscam parcerias regionais para indicações cruzadas
  • Donos de pequenas assessorias que querem contratar sua primeira assistente fixa
  • Cerimonialistas que atuam também como produtores de eventos corporativos e querem separar (ou integrar) as duas frentes

Cinco perguntas que o congresso deve responder

Pensando em quem está considerando participar, listei as dúvidas mais comuns que profissionais costumam ter — e que, pelo histórico das edições anteriores, o evento se propõe a abordar:

  1. Qual o preço médio de uma assessoria completa em diferentes regiões do Brasil?

Spoiler: varia de R$ 4.000 a R$ 25.000 dependendo do mercado, posicionamento e escopo. O congresso deve trazer benchmarks regionais.

  1. Como lidar com clientes que pedem desconto ou comparam com concorrentes mais baratos?

Técnicas de negociação e scripts de resposta são temas recorrentes em edições anteriores.

  1. Vale a pena investir em tráfego pago para captar noivas?

Depende. O congresso deve trazer cases de quem tentou — e de quem preferiu investir em relacionamento com fornecedores-chave.

  1. Como montar um contrato que me proteja de cancelamentos e alterações de última hora?

Aspecto jurídico que muitos cerimonialistas negligenciam. A expectativa é que haja pelo menos uma palestra com advogado especializado.

  1. Qual a melhor forma de documentar meu trabalho para portfólio sem depender só de fotógrafo?

Branding pessoal e presença digital devem aparecer na programação.

Florianópolis em setembro: o que considerar na logística

Para quem vem de fora, algumas informações práticas sobre a cidade nessa época:

Setembro é baixa temporada em Florianópolis. Isso significa voos mais baratos, hotéis com disponibilidade e preços razoáveis, e uma cidade menos caótica do que no verão. A temperatura média fica entre 15°C e 22°C — leve casaco.

O aeroporto Hercílio Luz recebe voos diretos de São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Porto Alegre e Brasília. Do aeroporto ao centro (onde provavelmente será o evento, a confirmar), são cerca de 30 minutos sem trânsito.

Uma estratégia inteligente: chegue um dia antes e use a manhã para visitar espaços de eventos da região. Jurerê Internacional, Cacupé, Ribeirão da Ilha — conhecer locações pessoalmente facilita muito na hora de indicar para clientes que consideram destination wedding.

O que edições anteriores ensinaram sobre o formato

Quem participou das duas primeiras edições relata alguns padrões:

  • As palestras mais práticas (com planilhas, exemplos de contrato, números reais) são as mais bem avaliadas
  • O networking nos intervalos às vezes vale mais que o conteúdo formal — vá preparado para conversar
  • O grupo de WhatsApp pós-evento costuma render parcerias nos meses seguintes
  • Conteúdo gravado costuma ser disponibilizado para inscritos, então se perder uma palestra por estar conversando no corredor, dá para recuperar depois

Como extrair o máximo do congresso: um plano de ação

Participar de evento sem estratégia é turismo profissional. Para transformar o investimento (inscrição + viagem + hospedagem) em retorno real, sugiro um roteiro:

Antes do evento:

  • Defina três objetivos específicos. Exemplo: "sair com duas parcerias de fotógrafos catarinenses", "entender como precificar elopement", "conhecer pessoalmente a palestrante X"
  • Prepare seu pitch de apresentação em 30 segundos. Quem é você, onde atua, o que busca
  • Leve cartões de visita — sim, ainda funcionam em eventos presenciais

Durante o evento:

  • Sente na frente. Parece bobagem, mas quem senta atrás tende a se distrair com celular
  • Anote perguntas durante as palestras e faça-as no final. Palestrantes lembram de quem pergunta
  • No almoço e coffee break, sente com desconhecidos. O desconforto inicial vira conexão

Depois do evento:

  • Envie mensagem para

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